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Na semana da Expoingá, feira a qual tenho feito a cobertura para O Diário, falta-me tempo para atualizar meus blogs. Contudo, para um pertinente desabafo preferi reduzir meu horário de almoço. Leia abaixo o que publiquei no blog do jornal na Expoingá.
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Roupa Nova: produção impede acesso da imprensa e de fã com câncer ao show
Qual é o papel da imprensa – via rádio, TV, jornal, site de notícias e até por meio de novas mídias, como os blogs – senão reportar os acontecimentos de maior relevância à população de sua área de abrangência? Na noite desta terça-feira, a produção da banda Roupa Nova, que teve seu ápice na distante década de 80, deu uma verdadeira aula de como desrespeitar os profissionais de imprensa. Mesmo sob apelos de assessores de impensa da Sociedade Rural de Maringá (SRM), a DONA da Arena de Shows e do Parque de Exposições, a produção daqueles que ocupavam o palco relegou um grande número de jornalistas a (não) ver o show por trás de uma lona preta de seis metros de altura. Detalhe: o contrato entre banda e SRM prevê o acesso da imprensa aos músicos, da mesma imprensa que ajudou na divulgação de um show que atraiu mais de 7 mil fãs. A assessoria da SRM insistiu, mas não obteve êxito.
Nos shows anteriores, inclusive na apresentação do jovem Luan Santana – que atraiu à Arena de Shows quase o dobro de pessoas que Roupa Nova – jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas puderam reportar o melhor da apresentação de poucos metros de distância dos músicos. Fresno e Chitãozinho & Xororó deram, em seus shows, tratamento vip à imprensa.
Isso, nos outros shows. Desta vez, nem mesmo um adolescente que sofre de câncer, que veio de Curitiba especialmente para ver seus ídolos do Roupa Nova, a convite da TV Band, pôde espiar aqueles que tanto admira (ou admirava, quem sabe). Graças ao pessoal da SRM, o jovem conseguiu um lugar no camarote das autoridades. Mas camorote em show do Roupa Nova existe também em Curitiba, não? Talvez pelo péssimo exemplo de um grupo de brutamontes, talvez, Roupa Nova já não encante tanto quanto nos tempos em que suas belas canções abriam novelas da Globo.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
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1 comentário(s):
ABSURDO. Essa é a única palavra. Isso é o que acontece quando o estrelismo ataca. Ainda acho as canções deles perfeitas, isso não significa que sejam ídolos. Sempre os achei um tanto... ahn... digamos... egocêntricos? Ótimo texto LF!
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